O Colapso da Justiça Brasileira – Quando a ideologia substitui a Lei

A justiça brasileira parece ter abandonado de vez o princípio básico de que todos são iguais perante a lei. O que vemos hoje é a contínua violação do ordenamento jurídico, onde decisões judiciais não são mais pautadas por direitos universais ou pela Constituição Federal, mas por alinhamentos políticos e ideológicos.

Quem se identifica como “de esquerda” é blindado até por direitos que não existem, enquanto a “direita” sequer consegue se valer dos direitos que a lei já prevê.

Essa inversão de valores não nasceu do nada. Os tribunais superiores, liderados pelo STF, criaram uma espécie de jurisprudência ideológica, onde a “consciência política” do juiz se sobrepõe aos princípios que estabelecem o Estado Democrático de Direito. Em vez de aplicar a lei, juízes passaram a atuar como agentes de transformação social, pautados por interesses partidários.

O problema se agrava com a corrupção desenfreada. Sentenças viraram commodities, compradas por quem paga mais. Fica claro que a lógica é simples: dinheiro e poder ditam quem tem razão. Enquanto isso, facções políticas e criminosas operam em sincronia, reforçando a sensação de impunidade e descrédito no sistema.

Quando juízes se colocam acima da lei, vendendo decisões ou defendendo narrativas políticas, o sistema desmorona. O resultado é o caos: o cidadão comum perde qualquer garantia de justiça, enquanto o jogo de poder se desenrola livremente.

Se o Brasil não resgatar a ideia de que a justiça deve ser cega, imparcial e igual para todos, continuaremos afundando nesse mar de arbitrariedade e desconfiança. Justiça que escolhe lado não é justiça; é um programa de governo com toga.

Por Thiago Reis

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