O ex-presidente Jair Bolsonaro não poupou críticas ao senador Marcos Pontes (PL-SP) durante uma recente declaração, deixando claro seu descontentamento com os movimentos políticos do ex-ministro. Bolsonaro criticou Pontes por se lançar como candidato à presidência do Senado, considerando a decisão uma estratégia desvantajosa para o bloco conservador. “Marcos Pontes, boa sorte a você, mas eu lamento você estar nessa situação. Você sabe que não tem como ganhar e está pensando só em você”, disparou.
Bolsonaro afirmou que a candidatura de Pontes enfraquece o grupo político ao qual ambos pertencem, comprometendo a conquista de espaços importantes na mesa diretora do Senado e nas comissões estratégicas. Para o ex-presidente, a postura de Pontes é egoísta e ignora o planejamento coletivo.
O ex-presidente também relembrou o apoio decisivo que deu para a eleição de Pontes em 2022. “Eu elegi você em São Paulo. Deixei de lado amigos como o Marcos Feliciano para te apoiar. Esse é o pagamento?”, questionou Bolsonaro, visivelmente irritado. Ele destacou que, apesar de Pontes votar alinhado com as pautas conservadoras, a postura atual do senador está longe de representar o trabalho em equipe necessário no momento.
Bolsonaro foi enfático ao dizer que, ao invés de investir em uma candidatura inviável, o grupo deveria buscar alianças estratégicas para garantir uma posição relevante no Senado. “Queremos o ideal? Sim! Mas, de vez em quando, é preciso engolir sapo para comer uma rã frita lá na frente. Isso é pelo Brasil, não por nós!”, justificou, cobrando pragmatismo político de Pontes.
O discurso do ex-presidente também alertou sobre os riscos de decisões individualistas. Ele lembrou que a ausência de articulação e força no Senado pode impactar diretamente questões cruciais para o Brasil. “Estamos de olho em 2026. O que importa agora é fortalecer o Senado Federal, não sacrificar a população por ambições pessoais”, concluiu Bolsonaro, deixando um recado claro: o jogo político exige estratégia, e ações isoladas podem custar caro ao país e ao próprio grupo.
Por Thiago Reis