Com maioria no Congresso e na Suprema Corte, Trump retorna ao poder como 47º Presidente dos EUA

Donald Trump nunca foi um político tradicional, e talvez seja exatamente isso que o levou a ocupar novamente a Casa Branca como 47º presidente dos Estados Unidos. Ele venceu em 2016 contra todas as previsões, derrotando Hillary Clinton, a favorita da elite e apoiada por estrelas de Hollywood e gigantes da tecnologia. Quando perdeu para Joe Biden, muitos acreditaram que era o fim de sua carreira política. Estavam errados.

Agora, Trump volta com mais força. Ele não só conquistou uma vitória eleitoral expressiva, como também garantiu maioria no Congresso e consolidou sua influência na Suprema Corte. Durante sua posse, nomes como Jeff Bezos e Mark Zuckerberg, antes distantes, apareceram para homenageá-lo. Trump mesmo ironizou: “Agora todos querem ser meus amigos.”

Mas o desafio real começa agora. Ter poder é uma coisa, governar é outra. Seu primeiro mandato foi marcado por promessas ousadas e uma liderança polêmica. Desta vez, ele terá que mostrar resultados em um cenário global mais instável. O foco estará em como ele lidará com tensões comerciais, especialmente com a China, e quais oportunidades surgirão para parceiros como o Brasil.

Para o Brasil, o momento exige cautela e pragmatismo. Nossa diplomacia deve manter a tradição de não tomar lados, buscando aproveitar as brechas nas movimentações políticas e comerciais globais. Se Trump vai priorizar os Estados Unidos, o Brasil precisa priorizar a si mesmo, mantendo os olhos abertos para oportunidades de crescimento e fortalecimento no cenário internacional.

O mundo está mudando, e os próximos anos não prometem ser fáceis, especialmente para países em desenvolvimento. Com Trump de volta, o jogo global ganha uma nova dinâmica. Para o Brasil, o recado é claro: trabalhar com foco, estratégia e rapidez. Não há espaço para erros ou tempo a perder.

Por Thiago Reis

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