Valmir de Francisquinho, recém eleito prefeito de Itabaiana pela 3ª vez, parece não seguir o velho ditado “amor com amor se paga”. Seus aliados mais próximos, como o ex-prefeito Adailton Sousa, sabem bem o peso de sua falta de consideração. Mesmo após anos de lealdade, Adailton se viu publicamente exposto por Valmir, que insiste continuar se eximindo da responsabilidade do cometimento de ingerências durante a gestão de Adailton.
A declaração de Valmir, alegando que pegou a prefeitura endividada e que ele (Valmir) não possuiu qualquer participação na gestão anterior, soa mais como um tapa na cara de Adailton. Nem mesmo o mais ingênuo Itabaianense engole essa história, já que é de conhecimento geral que Valmir sempre teve a palavra final nos bastidores da gestão de Adailton.
Esse problema não é novo. Valmir já mostrou repetidas vezes que não tem problema em expor aliados ao ridículo, seja em público ou nos bastidores. Quem o conhece de perto sabe de sua postura autoritária, marcada por declarações arrogantes de que os mandatos de seus aliados só existem graças a ele. Uma atitude que, em vez de unir, cria rachaduras no grupo político por ele liderado.
Enquanto isso, quem depende de Valmir para sobreviver politicamente segue calado, engolindo humilhações na expectativa de uma futura alforria. Mas a paciência tem limites, e é questão de tempo até que aliados o abandonem, cansados de ser tratados como peças descartáveis, porque lealdade, de modo algum pode ser confundida com subserviência.
Se amor com amor se paga, Valmir deveria repensar suas atitudes. Afinal, ninguém mantém aliados à base de desdém e humilhação. A política cobra caro, e Valmir pode acabar descobrindo isso da pior forma.
Por Thiago Reis