O governo Lula III anunciou um déficit primário de apenas 0,1% do PIB para 2024, mas a Folha de S.Paulo revelou em editorial publicado ontem, 27/01, que essa redução esconde manobras contábeis preocupantes. Ao excluir R$ 30 bilhões em despesas extraordinárias, como os gastos com tragédias climáticas, o déficit real poderia chegar a 0,9%. A prática de inflar receitas e mascarar despesas não é nova, mas os riscos agora são bem maiores.
No primeiro ano do governo, o déficit acumulado foi de 2%, e nos três primeiros trimestres de 2024, ficou em 1,16%. Isso mostra que o aumento dos gastos públicos continua pressionando as contas. Apesar da comemoração pela redução em relação ao déficit de 2023 (2,4%), a melhora é superficial e insuficiente para garantir a sustentabilidade fiscal.
O editorial da Folha alerta que o aumento descontrolado das despesas já impacta a economia, com inflação e juros em alta. A gestão petista começou com um crescimento recorde do gasto público, e os efeitos negativos já são sentidos pela população. Celebrar uma redução mínima do déficit, em comparação com o cenário crítico de 2023, é ignorar um problema real que permanece sem solução.
Sem um ajuste fiscal profundo e rápido, em pouco tempo o país poderá enfrentar um novo período de recessão. A manipulação de dados e o descontrole nas contas públicas são um caminho perigoso. O governo precisa agir com transparência e responsabilidade, ou o preço será pago por todos, independente se de”Direita” ou “Esquerda”.
Por Thiago Reis