O Boletim Focus que foi divulgado hoje, trouxe previsões nada animadoras para a economia brasileira nos próximos anos. Inflação em alta, crescimento do PIB em queda e uma Selic que deve permanecer elevada são sinais de alerta para todos os estados. Governadores como Fábio Mitidieri, de Sergipe, e Paulo Dantas, de Alagoas, precisam se preparar para um cenário econômico mais difícil, onde a arrecadação pode não acompanhar o aumento dos custos.
Com a inflação projetada na casa dos 5,58% pra 2025 e crescimento do PIB desacelerando pra 2,03%, os estados podem enfrentar um aperto fiscal ainda maior. Isso significa menos dinheiro circulando, aumento no custo de vida e um impacto direto na arrecadação de impostos, principalmente ICMS, que depende do consumo. Pra Sergipe e Alagoas, que possuem economias muito atreladas ao comércio e ao setor de serviços, essa retração pode trazer desafios sérios pra manter os investimentos e equilibrar as contas públicas.
Além disso, a Selic elevada, prevista pra 15% em 2025, encarece o crédito, dificultando novos investimentos e aumentando o custo da dívida pública dos estados. Isso exige dos governadores um planejamento financeiro mais rigoroso pra evitar déficits e atrasos em pagamentos, como já ocorreu em gestões passadas. Se não houver controle eficiente dos gastos e busca por novas fontes de receita, os estados podem acabar limitados em sua capacidade de investimento em áreas essenciais, como infraestrutura e saúde.
Diante desse cenário, Mitidieri e Dantas devem reforçar a atração de investimentos, incentivando setores produtivos locais e buscando parcerias com a iniciativa privada no sentido de reduzir a dependência do governo federal. Além disso, medidas de eficiência na gestão pública, como a revisão de contratos e o combate a desperdícios, serão fundamentais para manter a estabilidade da economia estados.
O cenário econômico no âmbito nacional está dando sinais de alerta, e os estados não podem esperar para reagir. Sergipe e Alagoas precisam se antecipar aos desafios e tomar medidas firmes para proteger suas finanças. O cenário não é favorável, mas uma gestão responsável e estratégica pode evitar o colapso da economia dos estados.
Por Thiago Reis