Karyne Lemos retorna ao comando do Hospital Regional de Propriá com missão temporária

A nomeação de Karyne Lemos para a superintendência do Hospital Regional de Propriá foi uma escolha técnica da Secretaria de Estado da Saúde, visando enfrentar os desafios deixados pelo desgaste político das eleições de 2024. Conforme informações apuradas durante o evento “Sergipe é Aqui”, realizado hoje em Neópolis, sua permanência inicial tem um período determinado, com o objetivo de promover ajustes na gestão da unidade, conforme determinação do Secretário de Saúde, Dr. Cláudio Mitidieri.

Reconhecida por sua atuação em uma passagem anterior à frente do comando do HRP, Karyne volta ao cargo com a missão de resgatar a credibilidade da unidade e fortalecer o atendimento à população do Baixo São Francisco. Contudo, a efetivação de sua liderança após esse período de ajustes dependerá de uma decisão do Governador Fábio Mitidieri. A articulação política em torno do comando da unidade envolve disputas entre dois deputados – um federal e outro estadual – e um prefeito, que pleiteiam influência sobre a indicação.

Apesar da natureza transitória de sua nomeação, Karyne já demonstrou capacidade técnica e competência administrativa. Sua gestão anterior foi marcada por avanços significativos, como melhorias no atendimento e no quadro médico, além de uma alta aprovação popular, que resultou na homenagem recebida como cidadã propriaense pela Câmara Municipal.

A decisão de manter Karyne na superintendência, caso tomada pelo governador Fábio Mitidieri, representará um movimento em favor da técnica sobre a política, uma medida necessária diante dos desafios que o hospital enfrenta. O aprimoramento dos serviços de saúde é uma das prioridades do governo, sobretudo na região onde se concentra o maior bolsão de pobreza do Estado.

Enquanto as articulações políticas seguem seu curso nos bastidores, a gestão de Karyne Lemos tem o potencial de oferecer resultados concretos para o Hospital Regional de Propriá. O futuro da unidade, no entanto, dependerá da capacidade de conciliar interesses técnicos e políticos, tendo como foco principal o bem-estar da população.

Por Thiago Reis

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