Luciano precisa ouvir

No último sábado, o vereador Aelson dos Santos voltou a vestir o figurino de comunicador matinal e fez críticas à gestão do prefeito Luciano Nascimento. As colocações feitas por Aelson tiveram repercussão no programa de Patrício Lessa nesta segunda-feira, e Patrício, como de costume, foi ainda mais direto. O principal ponto da discussão gira em torno das recentes mudanças no secretariado municipal, feitas em menos de um mês de governo.

A bem da verdade, Patrício fez uma observação pertinente: a gestão mal começou. Com a prioridade voltada para os festejos de Bom Jesus dos Navegantes, só agora a administração começou a rodar de fato. E com a expectativa da população lá no alto, qualquer movimentação no tabuleiro político vira assunto na cidade. O que se espera, no entanto, é que Luciano compreenda que não está apenas retomando um cargo, mas tendo a chance de reconstruir sua trajetória política e a cidade ao mesmo tempo.

O contexto político de hoje é muito diferente daquele de 25 anos atrás. Agora, Luciano carrega consigo não apenas a responsabilidade de governar Propriá, mas também a possibilidade de revitalizar a hegemonia de um grupo político que marcou época no Baixo São Francisco. Os nomes de João Alves Filho e Maria do Carmo Alves ainda ecoam na memória do povo, e esse legado impõe uma responsabilidade adicional. Só que antes de qualquer articulação política nesse sentido, é preciso colocar os pés no chão.

Luciano tem a chance de ouvir as críticas e transformá-las em diálogo. Patrício Lessa acertou ao dizer que é hora de o prefeito escutar mais — se quiser e se permitirem que ele ouça. Não duvido que ele queira acertar, mas governar exige parcerias, não só boas intenções.

Propriá precisa de união, não de egos inflados. Que as críticas sirvam de alerta, não de munição. Luciano pode ser a ponte entre o passado e o futuro, mas só se lembrar que reconstruir exige mãos coletivas. Vamos torcer para que ele não perca o fio da meada.

Por Thiago Reis

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