Nunca pensei que diria isso, mas por incrível que pareça, tenho que concordar com o presidente Lula em uma coisa: “Construir um país leva décadas, mas para destruir basta um aloprado ganhar a eleição”. E ele mesmo é a prova viva dessa tese. Em pouco mais de dois anos, o país coleciona recordes negativos. Disparada do dólar, as estatais voltaram a ter prejuízos bilionários, o déficit público explodiu, os juros seguem altos e a inflação nos alimentos pesa no bolso de quem mais precisa.
Se não bastasse esse desastre econômico, o Brasil também virou terra sem lei. As invasões de terra aumentaram, as queimadas se multiplicam, a dengue se alastra matando mais que a COVID, indígenas morrem à míngua e a corrupção, que andava mais discreta, já exibe sua cara de pau nas estatais. Tudo isso sob o olhar complacente de um governo que se diz “popular”, mas que na verdade só está governando graças ao amparo do STF e seus 11 iluminados.
“Se você vai no supermercado e você desconfia que tal produto está caro, você não compra. Ora, se todo mundo tiver essa consciência e não comprar aquilo que ele acha que está caro, quem está vendendo vai ter que baixar para vender, porque senão vai estragar”. Sim meus amigos , essa é a grande estratégia do presidente Lula para combater a inflação.
Em vez de reconhecer que sua política econômica desajustada afasta investimentos, desvaloriza o real e encarece o custo de vida, ele prefere responsabilizar o povo. Para Lula, a culpa não é da incompetência do governo, mas sim de quem insiste em sustentar a própria família. O que Lula não entende – ou finge não entender – é que os preços sobem porque sua política econômica é um desastre. E quem acaba pagando a conta é o trabalhador, que vê seu salário perder valor e sua qualidade de vida despencar.
Se Lula realmente acredita que a solução para a alta dos preços é simplesmente deixar de consumir , então talvez o brasileiro devesse realmente seguir esse conselho e parar de “comprar” também as promessas vazias do PT. Afinal, ele mesmo disse: “Ninguém pode aceitar ser extorquido.”
Por Thiago Reis