Belivaldo Chagas quebra o silêncio e classifica antecipação de chapa de Fábio Mitidieri como “coisa de menino”

Por Thiago Reis

O ex-governador Belivaldo Chagas concedeu entrevista ao Jornal da Fan FM nesta quarta-feira, 08, e não poupou críticas à antecipação da chapa majoritária encabeçada pelo governador Fábio Mitidieri. “Pelo amor de Deus, pelo amor de adeus… Isso é coisa de menino, coisa infantil. Não se faz isso. Aliás, confesso que não entendi de jeito nenhum o porquê da antecipação”, declarou Belivaldo.

É em momentos iguais a esse, que a posição de ex-governador se mostra extremamente confortável para acomodar esse tipo de crítica, porque na condição de ex-governador, Belivaldo conhece muito bem como articulações são construídas, e como alianças são sustentadas ou desfeitas, uma vez que já não está mais sobre os seus ombros, o peso da responsabilidade que hoje pertence à Mitidieri.

Belivaldo conceder entrevistas afirmando que Priscila Felisola tomou as decisões que tomou, de desembarcar do agrupamento governista e se aliar à oposição, sem discutir com o marido, o conselheiro do Tribunal de Contas José Carlos Felisola, com quem divide o leito, e sem discutir com o pai, o ex-governador, isso aí sim Belivaldo, que é “conversa de menino” Galeguinho.

Priscila tomou as decisões que tomou, após discutir sobre o assunto com o seu núcleo político familiar, e essa decisão foi tomada em conjunto. E não há razão pra crer em nada diferente disso.

Esse papo de que “…agora eu sou o patinho feio da história…”, não passa de uma tentativa de construir a narrativa de uma traição que simplesmente nunca existiu. O que Belivaldo busca, ao utilizar expressões como “coisa de menino” e “coisa infantil”, é transmitir para a opinião pública que o gesto de Mitidieri de anunciar a sua chapa majoritária no tempo dele, foi um gesto que demonstra falta de maturidade política.

Mas é aquela história…amor, com amor se paga. Cabe agora ao governador Fábio Mitidieri, julgar se há necessidade de adotar um tom semelhante pra responder às críticas feitas por Belivaldo, ou deixar que o tempo e as urnas se encarreguem dessa responsabilidade.

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