André Moura, Alessandro Vieira e Rogério Carvalho: a batalha de narrativas que expõe alinhamento ideológico de parte da imprensa sergipana

Por Thiago Reis

A disputa pelo Senado Federal vem sendo travada em Sergipe, com intensidade muito distinta da corrida pelo comando do governo do estado. Nos bastidores, a movimentação entre os principais nomes que se colocam como pré-candidatos tem sido intensa e, em muitos casos, determinante para a construção das narrativas que chegam ao público. Três nomes se destacam na disputa: o ex-deputado federal André Moura, pré-candidato ao Senado, e os senadores Alessandro Vieira e Rogério Carvalho, ambos em busca da reeleição.

Nesse contexto, a atuação de parte da imprensa sergipana também entra no radar dessa disputa. Isso porque, com o encerramento dos trabalhos da CPI do Crime Organizado previsto para o próximo dia 14 de abril, perde força a estratégia que vinha sendo adotada por setores alinhados às candidaturas de Rogério Carvalho e Alessandro Vieira, que utilizavam informações divulgadas no âmbito da comissão para desgastar a pré-candidatura de André Moura.

O fim da CPI, no entanto, trouxe à tona um comportamento que expõe a seletividade de uma parcela significativa da imprensa que atua nas terras do Cacique Serigy. Profissionais e páginas de produção de conteúdo político, notadamente alinhados à esquerda e à pré-candidatura de Rogério Carvalho, manifestaram indignação com a não prorrogação da CPI do Crime Organizado, mas se mantiveram em absoluto silêncio diante do encerramento, sem prorrogação, da CPI do INSS.

Esta última identificou o comprometimento de estruturas políticas ligadas ao PT e revelou pagamentos milionários considerados indevidos ao filho do presidente Lula, Lulinha, fatos que não puderam ser aprofundados justamente pela falta de prorrogação dos trabalhos da comissão, sem que esse desfecho gerasse qualquer reação por parte desses mesmos veículos e profissionais.

Em um cenário cada vez mais polarizado e influenciado por narrativas, a necessidade de politização pra reforçar a capacidade de interpretação do eleitor, passa a ser um fator fundamental para equilibrar o debate em torno das eleições desse ano.

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